BELÉM, PA (FOLHAPRESS) - O presidente da COP30, o embaixador André Correa do Lago, falou sobre o desafio de encontrar consensos nas negociações climáticas durante a abertura do pavilhão do governo brasileiro na cúpula climática das Nações Unidas.
"Tudo é difícil numa COP, porque ela envolve muitos países. E temos a alegria de ter 194 países presentes aqui", afirmou. "É maravilhoso podermos trazer todos para mergulhar nesse mundo estranho que é uma COP".
O diplomata destacou, ainda, a iniciativa do governo brasileiro de integrar as três convenções ambientais criadas durante a Rio-92, conferência que criou o braço climático da ONU, no início da década de 1990.
"Queremos muito uma sinergia das convenções que nasceram no Rio de Janeiro: desertificação, clima e biodiversidade", disse. "Também queremos unir isso com aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que são provavelmente o mecanismo mais sólido de justica social que já se fez".
O evento começou perto das 18h desta segunda-feira (10), com um lotado auditório Sumaúma, batizado em homenagem à árvore símbolo da amazônia.
O pavilhão é um dos maiores e com maior destaque na Zona Azul, como é chamada a área de acesso restrito da COP. Composto por dois palcos, o espaço é decorado com ilustrações que fazem referência à biodiversidade brasileira -o segundo auditório foi batizado de Cumaru, outra árvore típica do bioma.
O pavilhão, que funciona como uma vitrine do país, abrigará mais de 140 painéis ao longo das duas semanas da COP30. Os debates serão compostos por membros do setor empresarial, governos subnacionais, academia e sociedade civil.

