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Cardeal do Vaticano considera "estranhos" os ataques de Trump ao papa Leão

Reuters
Cardeal do Vaticano considera "estranhos" os ataques de Trump ao papa Leão
Cardeal do Vaticano considera "estranhos" os ataques de Trump ao papa Leão

Por Joshua McElwee

ROMA, 6 Mai (Reuters) - Um cardeal sênior do Vaticano considerou nesta quarta-feira "estranhos" os comentários depreciativos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao papa Leão envolvendo a guerra do Irã, um dia antes de o secretário de Estado dos EUA se reunir com o papa.

Questionado sobre como avalia os ataques de Trump a Leão, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, respondeu: "Para mim, parece um pouco estranho, para dizer o mínimo".

"Eu não gostaria de entrar em julgamentos ou avaliações pessoais sobre isso", disse o cardeal a jornalistas do lado de fora de um evento perto do Vaticano.

Leão, que receberá o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no Vaticano para uma reunião na quinta-feira, atraiu a ira de Trump após se tornar um crítico contundente tanto da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, quanto das políticas de imigração linha-dura do governo Trump.

O presidente manteve uma série de ataques públicos ao papa sem precedentes nas últimas semanas, provocando uma reação de líderes cristãos de todo o espectro político.

O embaixador dos EUA na Santa Sé disse a jornalistas na terça-feira que a conversa entre Leão e Rubio, a primeira conhecida entre o papa e um funcionário do gabinete de Trump em quase um ano, deve provavelmente ser "franca".

Parolin disse nesta quarta-feira que a reunião foi solicitada pelos EUA. Segundo ele, Leão deve escutar atentamente o que Rubio tem a dizer.

"Imagino que eles vão falar sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias", disse o cardeal.

Trump sugeriu falsamente na segunda-feira que o papa não veria problema na obtenção de armas nucleares por parte do Irã e que ele estaria "colocando em risco muitos católicos" ao se opor à guerra.

Leão disse a jornalistas após o último ataque de Trump que ele estava apenas divulgando a mensagem cristã de paz. O papa também rejeitou firmemente a ideia de que apoia armas nucleares, que a Igreja Católica ensina serem imorais.

(Reportagem de Joshua McElwee)

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