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Trump vai retirar Síria da lista dos EUA de países patrocinadores de terrorismo

Reuters
Trump vai retirar Síria da lista dos EUA de países patrocinadores de terrorismo
Trump vai retirar Síria da lista dos EUA de países patrocinadores de terrorismo

Por Gram Slattery e Bo Erickson e Steve Holland

ANCARA/WASHINGTON, 8 Jul (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, informou nesta quarta-feira ao seu homólogo sírio, Ahmed al-Sharaa, que havia decidido retirar o país da lista norte-americana de Estados designados como patrocinadores de terrorismo.

“Prometi remover todas as barreiras que impedem vocês de reconstruir seu país e, muito em breve, vocês finalmente poderão fazê-lo”, escreveu Trump em uma carta a Sharaa, à qual a Reuters teve acesso.

“Temos empresas dos EUA prontas para investir na Síria e ajudar a tornar seu país maior e mais próspero do que nunca”, acrescentou ele na carta que, segundo uma autoridade sênior do governo dos EUA, foi entregue a Sharaa após a reunião entre os dois em Ancara nesta quarta-feira.

Trump disse que notificou o Congresso, que agora realizará uma análise de 45 dias antes que a decisão possa entrar em vigor.

A designação como Estado patrocinador do terrorismo acarreta restrições à assistência externa dos EUA, às exportações de material de defesa e a certas transações financeiras.

O presidente do banco central da Síria, Safwat Raslan, afirmou que a medida dos EUA abre novas perspectivas para investimentos, recuperação econômica e a reintegração da Síria à economia global, de acordo com uma postagem no Telegram.

No ano passado, Trump assinou um decreto que encerrou um programa de sanções dos EUA contra a Síria, permitindo o fim do isolamento do país do sistema financeiro internacional.

Várias empresas sauditas estão planejando investimentos de bilhões de dólares como parte dos esforços de Riad para apoiar a recuperação do país, enquanto outros países do Golfo também prometeram assistência financeira.

Trump elogiou nesta quarta-feira Sharaa, que foi comandante da Frente Nusra, da Al-Qaeda, na Síria, antes de romper laços com o grupo em 2016. Ele então liderou uma coalizão de facções rebeldes islâmicas no final de 2024 para derrubar Assad.

Trump incentivou as ações de Sharaa contra o grupo militante Estado Islâmico na região.

“Ele é respeitado por todos, inclusive por mim”, disse Trump.

(Reportagem adicional de Doina Chiacu, Costas Pitas e Menna Alaa El-Din)

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