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Trump defende seu veto migratório e acusa tribunais de serem políticos

WASHINGTON — O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o Judiciário na manhã desta quarta-feira, justamente no momento em que um tribunal da Califórnia está julgando seu decreto que interrompe o recebimento de refugiados no país e impede a entrada de pessoas de sete países de maioria muçulmana. Rararamente um presidente americano critica tão fortemente a Justiça do país, ainda mais quando há um caso tão importante sendo avaliado. Trump disse que até um “mau estudante do ensino médio” sabe que sua ordem é legal e indicou que pode haver influência política no julgamento.

— Eu não quero chamar uma corte de tendenciosa — disse o presidente em um evento da Associação de Xerifes de Grandes Cidades, em Washington. — Mas os tribunais parecem ser tão políticos. Eu tenho que ser honesto, se esses juízes quiserem, na minha opinião, ajudar o tribunal em termos de respeito pela Justiça, eles farão o que devem fazer.

Trump voltou a investir no discurso do medo para justificar sua ordem. O presidente disse que o país “está em risco” e que o terrorismo “é uma grande ameaça” aos Estados Unidos. Ele afirmou que se sua ordem executiva for derrubada, “o país poderá ficar inseguro para sempre”.

O republicano disse que assistiu, na noite de terça-feira, a explanação dos advogados ao painel de três juízes do Tribunal de Apelações do Nono Circuito Federal, na Califórnia, que decidirá se mantém ou não a ordem de um juiz de Seattle que determinou a suspensão do decreto de Trump. Em outras oportunidades, Trump já havia afirmado que pode levar o caso para a Suprema Corte, caso saia derrotado. A decisão da corte californiana está prevista para ser conhecida ainda nesta semana.

Em um discurso curto e de poucos aplausos, Trump afirmou ainda que o país vive uma crise nacional de segurança em grandes cidades, como Chicago e Baltimore, e que é necessário um plano nacional para livrar as crianças e jovens da violência, das drogas e das gangues. Ele lembrou que, nestas grandes cidades, a maior parte das vítimas são negras:

— Não podemos permitir que uma criança tenha menos oportunidades que outra, que não possa brincar livremente, só por causa da cidade onde nasceu — disse.

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