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Trump dá início a viagem pela Ásia com Coreia do Norte na mira

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KAWAGOE, Japão – O presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou sua retórica contra a Coreia do Norte já no início de sua viagem de 12 dias pela Ásia neste domingo. Ao chegar ao Japão, ponto de partida do tour, Trump alertou que os EUA e seus aliados na região estão prontos para defender a liberdade e “nenhum ditador” deve subestimar a determinação de seu país.

Trump pretende usar a viagem para montar uma frente unida contra a Coreia do Norte em meio ao aumento das tensões com os seguidos testes nucleares e de mísseis dos norte-coreanos. Ainda a caminho da Ásia a bordo do Air Force One, avião oficial da Presidência americana, ele afirmou que a Coreia do Norte será tema central de suas discussões com líderes asiáticos durante a viagem. Trump também destacou o tema comércio, que disse ter sido “mal administrado” na região há anos.

Trump tem assustado alguns de seus aliados na Ásia com sua promessa de “destruir totalmente” a Coreia do Norte se ela ameaçar os EUA, classificando o líder norte-coreano Kim Jong Un como um “homem foguete” em uma missão suicida. Na semana passada, um alto assessor do presidente adiantou que ele pretende dizer aos líderes asiáticos que está “acabando o tempo” para o mundo lidar com a ameaça nuclear na Península Coreana.

- Nenhum ditador, nenhum regime deve subestimar a determinação da América – afirmou Trump a centenas de militares americanos e japoneses em uniformes de campanha reunidos na Base Aérea de Yokota, Oeste de Tóquio, assim que chegou ao Japão, na madrugada deste domingo. - De vez em quando, no passado, eles nos subestimaram. Não foi muito agradável para eles, foi? Nunca vamos ceder, nunca vacilaremos e nunca fraquejaremos na defesa de nossa liberdade.

Ainda durante o voo para Ásia no Air Force One, Trump disse a repórteres que em breve decidiria sobre a inclusão da Coreia do Norte na lista de nações que apoiam o terrorismo. Segundo ele, seu governo pretende adotar uma abordagem diferente com relação à Coreia do Norte depois de anos do que chamou de “fraqueza total”.

- Nos queremos resolver isso – disse. - É um grande problema para nosso país e para o mundo, e queremos resolvê-lo.

E numa aparente tentativa de distinguir entre a liderança da Coreia do Norte e os norte-coreano em si, ele disse considerá-los um “grande povo”.

- E espero que tudo dê certo para todos.

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