Trump chama Cuba de "nação falida" e ameaça endurecer ações contra o país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou Cuba de “nação falida” e aumentou a pressão política sobre o país caribenho em meio à crise energética que afeta a ilha. A declaração foi feita na segunda-feira (16), enquanto o embargo ao petróleo tem provocado impactos em voos e operações aeroportuárias cubanas. Apesar do tom crítico, Trump afirmou que há conversas em andamento entre os dois países. “Veremos como tudo termina, mas Cuba e nós estamos conversando”, disse o presidente.
A crise no abastecimento de combustível se agravou após a Venezuela, que era a principal fornecedora de petróleo, reduzir drasticamente os envios em dezembro. O governo do México também suspendeu o fornecimento após ameaças de Washington de impor tarifas a países que mantivessem exportações energéticas para Cuba. As restrições intensificaram o bloqueio econômico e aumentaram a pressão sobre o governo cubano.
Trump afirmou ainda que os Estados Unidos podem adotar medidas mais duras caso as negociações não avancem. Segundo ele, uma operação semelhante à realizada contra a Venezuela “não seria uma operação muito difícil”, indicando a possibilidade de novas ações para ampliar o isolamento do país. O governo americano argumenta que as sanções buscam forçar mudanças políticas no regime cubano.
A política de embargo, no entanto, enfrenta críticas internacionais. A Organização das Nações Unidas já votou diversas vezes pelo fim das restrições, e líderes regionais alertam para possíveis impactos humanitários causados pela escassez de combustível. O bloqueio tem afetado diretamente o transporte, a economia e o cotidiano da população cubana, aumentando as tensões diplomáticas entre Havana e Washington.
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