27 Abr (Reuters) - Um tribunal russo classificou um importante grupo de direitos dos homossexuais como extremista nesta segunda-feira e o proibiu de operar no país, na mais recente de uma longa série de medidas para marginalizar ativistas LGBT+.
Um tribunal em São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia, anunciou decisão a favor de um recurso do Ministério da Justiça para declarar "extremista" a Rede LGBT Russa.
A decisão, proferida em uma sessão fechada, impôs a proibição das atividades do grupo em todo o país.
As autoridades russas já vinham fazendo campanha contra os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais, intensificando medidas legais contra os ativistas nos últimos anos como parte do que o presidente Vladimir Putin descreve como um esforço para defender os valores da família.
Um órgão estatal russo acrescentou o que descreveu como "movimento LGBT" a uma lista de organizações extremistas e terroristas em 2024. Essa inclusão se referia ao "movimento social LGBT internacional e suas unidades estruturais".
A Suprema Corte do país emitiu decisão semelhante em 2023.
(Reportagem de Ronald Popeski)



