Vinte e quatro horas depois que o terremoto de magnitude 6.8 destruiu parte do antigo kasbah de Marrakech, a cidade antiga que é Patrimônio Mundial da Unesco, poucos dos 14 mil moradores já tinham conseguido dormir.
De acordo com a Folha de S. Paulo, desta vez, há pelo menos 51 mortos na cidade. Contando as vilas adjacentes, os números são bem mais assustadores: 2.122 pessoas mortas e 2.421 feridos, segundo contagem mais atualizada do Ministério do Interior, fazendo deste o terremoto mais letal no país em 63 anos.
Entre o aeroporto cheio de turistas deitados aguardando voos e o kasbah de Marrakech, milhares de pessoas estavam acampadas nas ruas, principalmente em volta de áreas verdes e longe de muros.
Para chegar ao hotel bem no meio da cidade antiga, a reportagem precisou da ajuda de marroquinos para carregar pedras e remover pedaços de parede de forma que o carro pudesse passar pelas vielas. Não havia internet, postes de luz falhavam e a poeira levantada pelo terremoto ainda cobria os famosos gatos de Marrakesh eles estão em cada esquina, e agora também sobre os escombros.
O terremoto ocorreu em Ighil, nas montanhas do Alto Atlas, cerca de 70 quilômetros a sudoeste de Marrakech, a uma profundidade de 18,5 quilômetros, às 23h11 no horário local (19h11 em Brasília). De acordo com as autoridades, as mortes se concentram nas províncias e municípios de Al Hauz, Marrakech, Uarzazat, Azilal, Chichaoua e Tarudant. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenários de devastação.


