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Robert De Niro participa de protesto contra Trump nos EUA: 'ele é uma ameaça existencial'

O ator Robert De Niro participou da manifestação "No Kings" (Sem Reis) contra as políticas do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York, no sábado, 28. Os atos se espalham pelos 50 Estados americanos e têm como objetivo protestar contra a escalada autoritária do atual chefe da Casa Branca.

Ao lado da procuradora-geral de Nova York, Letitia James, do reverendo Al Sharpton e de Jumaane Williams, defensor público da cidade, o ator disse que está orgulhoso de apoiar o movimento que prevê levar, neste sábado, 9 milhões de pessoas às ruas contra Trump.

"Apoio este movimento em 150%. Trump é uma ameaça existencial às nossas liberdades e segurança. Ele precisa ser parado, e precisa ser parado agora", disse De Niro sobre o presidente americano.

De Niro, de 82 anos, criticou ainda as "guerras desnecessárias", bem como as políticas de Trump em relação à saúde, imigração e economia. "Chegou a hora de dizer não aos reis. Chegou a hora de dizer não a Donald Trump", afirmou.

O protagonista de filmes clássicos como Taxi Driver e Touro Indomável é um crítico ferrenho de Trump e usou seu discurso ao receber a Palma de Ouro honorária no Festival de Cannes em 2025 para chamar o presidente "filisteu".

Atrito com Trump

Em fevereiro, Trump chamou Robert De Niro de "doente e demente" depois que o ator pediu aos americanos que "resistam" ao seu governo.

Na sua plataforma Truth Social, Trump disse: "Robert De Niro, outra pessoa doente e demente com, acredito, um QI extremamente baixo, que não faz a menor ideia do que está fazendo ou dizendo - algumas delas seriamente CRIMINOSAS!".

De Niro voltou a criticar o presidente em um podcast, divulgado no mês passado. "Todos devem permanecer unidos para tirá-los e voltarmos aos trilhos. A história é o nosso país, e Trump está destruindo isso, e quem sabe quais são seus motivos, mas é doentio", declarou o ator no podcast "The Best People with Nicolle Wallace".

O protesto 'No Kings'

Americanos de várias cidades saíram às ruas neste sábado em protestos contra as políticas de Donald Trump. A projeção das manifestações No Kings (Sem Reis) é de que até nove milhões de pessoas participem dos atos. Ainda não há balanço sobre a adesão até agora.

Os organizadores previam cerca de 3,1 mil manifestações simultâneas pelo país. O Estado de Minnesota é o centro das atenções, por causa das ações agressivas de fiscalização da imigração promovidas pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos, o ICE.

Houve também protestos fora dos Estados Unidos, em cidades europeias como Londres, Paris, Berlim e Roma.

Essa é a terceira vez em menos de um ano que os americanos saem às ruas para protestar contra Donald Trump. Na pauta de reclamações, estão também a guerra no Irã e a revogação dos direitos dos transgêneros pelo governo do republicano.

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