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Soja atinge máxima em 3 anos em Chicago com demanda chinesa pelo produto dos EUA

Reuters
Soja atinge máxima em 3 anos em Chicago com demanda chinesa pelo produto dos EUA
Soja atinge máxima em 3 anos em Chicago com demanda chinesa pelo produto dos EUA

Por Heather Schlitz

CHICAGO, 10 Set (Reuters) - Os contratos futuros da soja mais negociados na bolsa de Chicago dispararam para o maior nível em três anos e atingiram máximas históricas nesta quinta-feira, em meio a um fluxo constante de compras chinesas da oleaginosa dos EUA, com a próxima reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, contribuindo para o impulso, segundo analistas.

O posicionamento de operadores antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA, previsto para sexta-feira, ajudou a impulsionar os preços da soja e do milho para cima.

O trigo registrou alta após as perdas desta semana, enquanto os operadores acompanhavam os desdobramentos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

O contrato de soja mais negociado fechou em alta de 12,75 centavos, a US$13,2225/bushel, após atingir US$13,335 por bushel, seu maior nível desde dezembro de 2023.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou sobre compras adicionais de soja norte-americana pela China na quarta e na quinta-feira.

A China comprou cerca de 1 milhão de toneladas métricas de soja dos EUA nesta semana, disseram quatro operadores à Reuters, à medida que o maior comprador mundial da oleaginosa intensifica as aquisições antes da visita de Xi a Washington, prevista para o final deste mês.

Com essas compras, o volume total de soja norte-americana adquirida pela China chega a quase metade das 25 milhões de toneladas que, segundo a Casa Branca, Pequim se comprometeu a comprar anualmente até 2028.

Um aumento nos preços do petróleo também beneficiou a soja, já que a semente oleaginosa é frequentemente usada como matéria-prima para biocombustível.

Os preços do petróleo subiram 4% na quinta-feira, com o petróleo Brent de referência atingindo US$105 por barril, depois que o maior aumento nos ataques a navios desde o início da guerra com o Irã gerou preocupações entre os operadores quanto a interrupções no abastecimento.

O contrato de milho mais negociado subiu 6 centavos, fechando a US$5,3375 por bushel.

O contrato do trigo subiu 12,50 centavos, a US$7,4125 por bushel.

Os ataques recíprocos entre a Ucrânia e a Rússia interromperam as exportações de grãos da região. Um ataque matinal a Dnipro, na Ucrânia, que atingiu uma instalação da Bunge, ressaltou o agravamento do conflito na região.

Esforços diplomáticos para pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia incentivaram a realização de lucros no início do pregão.

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