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Síria: Bombardeios matam mais de 100 familiares de membros do Estado Islâmico

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BEIRUTE — Bombardeios aéreos desde quinta-feira já mataram mais de 100 pessoas, incluindo crianças e outros familiares de combatentes do Estado Islâmico (EI), em Mayadin, cidade do Leste da Síria. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) afirmou que os ataques foram realizados pela coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o grupo jihadista. Um dos bombardeios aconteceu na madrugada desta sexta-feira e outro na noite da quinta-feira.

O ataque desta sexta-feira deixou ao menos 80 mortos, incluindo mais de 40 crianças. O novo bombardeio aconteceu horas depois da morte de outros 37 civis, também em sua maioria familiares de jihadistas, na mesma cidade e também realizado pela coalizão na quinta-feira à noite, segundo o OSDH. Segundo fontes médicas e civis da ONG, as famílias estavam refugiadas no ajuntamento de Mayadin, cidade controlada desde 2014 pelo Estado Islâmico e perto da fronteira com o Iraque.

— É o balanço mais importante de um bombardeio contra famílias de jihadistas em Síria — afirmou Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

A cidade de Mayadin acolheu nos últimos meses a vários deslocados vindos do Iraque e da cidade síria de Raqqa, onde as forças locais levam a cabo ofensivas contra o EI respaldadas pela coalizão internacional. O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU advertiu nesta sexta-feira as forças aéreas de todos os governos que intervém na Síria a distinguir melhor civis de alvos militares, salientando que os jihadistas se mesclam com a população e os impedem de fugir.

Segundo a OSDH, a coalizão internacional contra o Estado Islâmico realizou no último mês seus ataques mais mortíferos contra civis na Síria. No início de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu destruir o EI e “proteger a civilização”. A coalizão começou a bombardear o grupo terrorista no Iraque em agosto de 2014 antes de estender suas operações para a Síria no mês seguinte.

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