MELBOURNE - O senador americano John McCain afirmou que o presidente russo Vladimir Putin é uma ameaça maior à segurança global do que o Estado Islâmico, e alertou que o Senado dos Estados Unidos poderia pressionar por sanções contra Moscou por sua suposta interferência na eleição americana em novembro do ano passado.
— Acho que ele (Putin) é a primeira e mais importante ameaça, mais do que o Estado Islâmico — disse McCain, voz importante na área de política externa no Congresso americano, em entrevista à rede Australian Broadcasting Corp, a caminho de uma cúpula sobre defesa em Cingapura.
Segundo o senador, enquanto não houver evidência de que os russos obtiveram sucesso na mudança do resultado da eleição americana, eles ainda estão tentando alterar eleições, incluindo o recente pleito na França.
— Vejo os russos de longe como o maior desafio que temos — afirmou o senador, líder da Comissão de Serviços Armados do Senado dos EUA. — Então precisamos ter aumentado sanções e, esperançosamente, quando voltarmos de nosso recesso, o Senado avançará com sanções contra a Rússia e decretará outras penalidades pelo comportamento russo.
McCain, que tem sido crítico à gestão de Donald Trump, afirmou acreditar que a equipe de segurança nacional de Trump está desenvolvendo uma estratégia que levará à vitória noa Afeganistão, e Trump está confiante no time.
— Eu realmente acredito que, na maior parte do tempo, ele (Trump) aceita conselhos e assessoria deles. Posso dizer que é toda hora? Não. E sim, isso me incomoda? Sim, isso me incomoda.
O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que o governo russo está preocupado pelo fato de os contatos com o governo de Donald Trump ainda não terem levado a mudanças positivas na relação com os Estados Unidos, de acordo com agências de notícias russas nesta terça-feira.
Ryabkov afimou ainda, segundo as agências, que como potências nucleares, a Rússia e os Estados Unidos não podem manter as relações em um nível tão baixo como o atual.

