Scholz se disse "otimista" quanto à chance de a Alemanha conseguir futuramente acabar com as compras de gás russo, sem fixar datas. Segundo ele, o país faz investimentos em outros países para diversificar seus fornecedores, e esse esforço deve ser mantido seja qual for o desfecho da guerra na Ucrânia. "Caminhamos para reduzir a dependência do gás russo, mas isso é complexo", admitiu.
Ele ainda disse que a Alemanha pode não depender mais do petróleo russo até o fim deste ano e faz "todo o possível" para reduzir a dependência da energia russa em geral.
O chanceler alemão também disse que seu país continuará a enviar armas à Ucrânia e ressaltou a necessidade de que a Rússia concorde com um cessar-fogo e a retirada de tropas, a fim de que possa ser reforçada a ajuda humanitária aos ucranianos.
Já o premiê do Reino Unido demonstrou ceticismo sobre a postura russa nas negociações. "Negociar com a Rússia não parece ser algo muito promissor", disse ele, mostrando-se "cético" e mesmo "cínico" sobre garantias dadas por Putin nas conversas.
Johnson anunciou o envio de mais 100 milhões de libras em equipamentos de defesa para a Ucrânia. Questionado se isso não pode causar uma escalada no confronto, ele respondeu que Putin já realiza uma escalada, lamentando ataques a refugiados em uma plataforma de trem no leste ucraniano, episódio que qualificou como "crime de guerra".
Scholz, por sua vez, ressaltou a importância da pressão econômica sobre a Rússia. Segundo ele, medidas já adotadas contra o banco central e o setor bancário do país impedem que Putin tenha acesso a mais dinheiro para financiar a guerra na Ucrânia. Ele ainda destacou o esforço para cortar importações para a Rússia no setor de tecnologia, prejudicando a economia local.




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