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Presidente de Uganda diz que gays são 'doentes', mas não merecem a prisão


afp.com / WAAKHE SIMON

Campala (AFP) - O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, considera que os homossexuais são pessoas "doentes", mas que não devem ser assassinados ou ficar presos por toda a vida, afirmou nesta sexta-feira seu porta-voz, confirmando a rejeição do chefe de Estado de promulgar uma lei que aumenta a repressão da homossexualidade.

"O presidente não aprova a homossexualidade, mas ele acredita que essas pessoas têm o direito de existir", declarou à AFP Tamale Mirudi.

Mirudi confirmou a informação da imprensa, segundo a qual o presidente não quis assinar um projeto de lei, aprovado em 20 de dezembro de 2013 por uma maioria do Parlamento, endurecendo a repressão da homossexualidade, e prevendo prisão perpétua para os reincidentes.

"Os homossexuais são pessoas doentes, você não pode matar uma pessoa doente. As pessoas que forem reconhecidas culpadas de práticas homossexuais não podem ser presas por toda a vida", acrescentou o presidente, segundo Mirudi.

Ele assegurou que Museveni não recuou devido às pressões internacionais. "Não é por causa de um suposto lobby. Ninguém influenciou o presidente", insistiu.

"O que o presidente disse, é que não devemos perseguir os homossexuais. Isto é um ponto importante. Pode ser que a sociedade queira isso, mas eles não podem ser perseguidos por esta questão", acrescentou.

"O presidente ressaltou que sempre existiu homossexuais na África e que eles nunca foram perseguidos. Mas não os autorizamos a se casar publicamente, ou organizar uma manifestação em Kampala", concluiu o porta-voz.

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