O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, se esforçou para estimular a diplomacia, ao dizer nesta quinta-feira (17), que considera enviar um representante à Coreia do Norte para negociações se o país vizinho interromper os testes nucleares e de lançamento de mísseis. Ele garantiu à população do país, em pronunciamento, que não haverá mais uma guerra na Península Coreana.
"O povo trabalhou unido para reconstruir o país depois da Guerra da Coreia, e não podemos perder tudo por causa de outra guerra", disse Moon em emissoras de TV sul-coreanas. "Posso dizer com confiança que não haverá mais uma guerra."
A fala do presidente tenta apaziguar a tensão na região após o acirramento das ameaças entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse na semana passada que cogitaria abrir "fogo e fúria" contra o país governado por Kim Jong-un.
A coletiva de imprensa realizada por Moon na manhã desta quinta-feira (madrugada no horário de Brasília) ocorre depois do "aviso" do governo comunista sobre o possível lançamento de mísseis em direção ao território americano de Guam, no Oceano Pacífico.
Kim Jong-um recuou dias depois, no entanto, dizendo que ainda "vai avaliar a possibilidade" de ataque. O recuo deu início a uma tentativa para a resolução dos conflitos através da diplomacia.
Nesta quarta-feira, 16, Trump publicou um tweet afirmando que Kim Jong-um tomou 'uma decisão inteligente e sensata", em relação à sinalização de que o plano militar não é imediato. "A alternativa seria catastrófica e inaceitável!", escreveu na rede social. Com informações do Estadão Conteúdo.




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