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Polícia britânica deixa de compartilhar dados sobre ataque de Manchester com EUA

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MANCHESTER — A polícia britânica parou de compartilhar informações sobre o ataque de Manchester com os Estados Unidos, informou à agência Reuters uma fonte das forças britânicas antiterrorismo nesta quinta-feira, após a polícia afirmar que vazamentos para a mídia americana colocaram a investigação em risco. Britânicos em todo Reino Unido fizeram um minuto de silêncio nesta manhã em homenagem ao 22 mortos e 64 feridos do atentado suicida na arena Manchester. Salman Abedi, um britânico de origem líbia, detonou seus explosivos no fim do show da cantora pop americana Ariana Grande. Até o momento, oito pessoas — incluindo o pai e dois irmãos do autor do ataque — foram presas no âmbito das investigações.

A decisão de parar de compartilhar informações da polícia com agências americanas é um passo extraordinário, uma vez que o Reino Unido vê os Estados Unidos como seu aliado mais próximo em segurança e Inteligência.

— Será assim até o momento em que tivermos garantias de que não haverá nenhuma outra divulgação não autorizada — disse a fonte das forças antiterrorismo, sob condição de anonimato.

A praça Saint Ann, em Manchester, principal local dos tributos, reuniu centenas de pessoas para o minuto de silêncio realizado às 11h (horário local).

De acordo com a TV britânica, a rainha Elizabeth II visitou um hospital onde estão internados alguns feridos do atentado. A soberana visitou o centro pediátrico Royal Manchester Children's Hospital. A rainha já havia observado um minuto de silêncio na terça-feira, antes de uma recepção no jardim do Palácio de Buckingham, em homenagem às vítimas do atentado, que deixou 22 mortos e 59 feridos.

A polícia ainda busca um suspeito fabricante de bombas que pode ter fornecido o artefato a Abedi, de 22 anos. O atentado em Manchester foi o mais mortal no Reino Unido desde os ataques contra os transportes públicos de Londres reivindicados pela al-Quaeda em 2005, que deixaram 52 mortos e 700 feridos.

Depois do ataque em Manchester — o segundo no Reino Unido em dois meses — o país continua em alerta. Nesta quinta-feira, uma equipe do esquadrão antibomba, o Exército e a polícia foram enviados ao sul de Manchester após “uma ligação”. Um pacote suspeito encontrado no local foi considerado seguro.

“Houve um isolamento em Hulme, não Trafford como indicado inicialmente, relacionado a um pacote suspeito. O pacote foi considerado seguro e o isolamento foi desfeito”, disse a polícia de Manchester em comunicado.

Mais cedo, a polícia havia dito que a própria polícia e o Exército estavam respondendo a um chamado de uma faculdade de Manchester.

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