Início Mundo Novos protestos contra Maduro deixam mais de dez feridos em Caracas
Mundo

Novos protestos contra Maduro deixam mais de dez feridos em Caracas

Envie
Envie

CARACAS — Ao menos dez pessoas ficaram feridas neste sábado durante os protestos contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas. De acordo com a oposição, os manifestantes foram reprimidos pelas forças de segurança. Um ônibus foi incendiado na capital.

O ministro do Interior, Justiça e Paz, Néstor Reverol, informou que seis pessoas tomaram o ônibus e o incendiaram. A versão foi negada por manifestantes.

Caravanas de automóveis, motos, bicicletas e até mesmo cavalos se mobilizaram no país para os protestos, que mais uma vez terminaram com bombas de gás lacrimogêneo.

Forças de segurança dispersaram os grupos, evitando que os opositores chegassem aos pontos de destino previstos, conforme verificaram repórteres da agência AFP.

Militares em motocicletas recorreram a bombas de gás lacrimogêneo para bloquear a passagem do grupo de Caracas na estratégica rodovia Francisco Fajardo, que dá acesso ao estado Vargas.

— Temos que continuar buscando formas de protesto. É para marchar? Marchamos. Bloquear a passagem? Bloqueamos. Caravanas? Aqui estamos — disse à AFP Rafael Galvis, de 46 anos, no volante de uma caminhonete com dezenas de pessoas a bordo, com bandeiras venezuelanas e cartazes contra Maduro.

Os críticos de Maduro completaram seis semanas de manifestações contra o governo, e nelas exigem eleições gerais e repudiam uma Assembleia Popular Constituinte convocada no dia 1º de maio pelo presidente. De acordo com diferentes fontes, os números de mortos variam de 36 a 44. Centenas de pessoas ficaram feridas nos protestos.

Um grupo de manifestantes manteve dois policiais venezuelanos em uma casa na cidade de San Cristóbal, no distrito de Táchira, por cerca de dez horas, com o intuito de forçá-los a libertar opositores que haviam sido detidos, de acordo com informações do ombudsman Tarek William Saab.

Os agentes da polícia foram cercados durante um protesto e presos em uma chácara em Barrio Sucre, e após a mediação da Defensoria Pública foram libertados na noite de sexta-feira, declarou Saab por meio do Twitter.

Os policiais foram obrigados por meio de vídeos divulgados em redes sociais a pedir a liberdade de Omar Marino, um jovem opositor encarcerado, e de todos os presos políticos.

Nos vídeos, que viralizaram na internet, os policiais aparecem segurando cartazes com mensagens pedindo a liberdade de políticos, ativistas e manifestantes que estão presos.

O secretário de segurança de Táchira, Ramón Cabeza, vinculou a retenção dos agentes a dirigentes da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática, ao apontar que foram “sequestrados por grupos terroristas da MUD”.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?