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Nova estratégia da Bélgica, sem grandes nomes, gera frutos

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Nova estratégia da Bélgica, sem grandes nomes, gera frutos
Nova estratégia da Bélgica, sem grandes nomes, gera frutos

Por Mark Gleeson

ATLANTA, 7 Jul (Reuters) - A Bélgica parece ter encontrado seu melhor estilo de jogo na Copa do Mundo após golear os co-anfitriões Estados Unidos por 4 x 1 na segunda-feira, mas os ajustes bem-sucedidos do técnico Rudi Garcia tiveram um custo para seus principais jogadores.

A Bélgica esteve à beira da eliminação nos 16 avos de final contra Senegal, recuperando-se de uma desvantagem de dois gols a cinco minutos do fim para avançar às oitavas de final, onde Garcia fez mudanças significativas na equipe.

Kevin De Bruyne, Jeremy Doku e Romelu Lukaku ficaram no banco, com De Bruyne — há tanto tempo o talismã da equipe — nem sequer entrando em campo na partida em Seattle.

Nicolas Raskin, Amadou Onana e Dodi Lukebakio substituíram Hans Vanaken, De Bruyne e Doku, com Charles De Ketelaere assumindo a função de centroavante, o que rendeu recompensa imediata com dois gols no primeiro tempo, colocando os belgas no caminho para uma vitória confortável.

Antes do início da partida, Garcia afirmou que suas escolhas eram lógicas, considerando a forma dos jogadores nos treinos e as táticas para o dia, e elas funcionaram perfeitamente, já que os belgas apresentaram seu melhor futebol no torneio.

Essa abordagem deixou os anfitriões apáticos e intimidados, já que um meio-campo mais agressivo, com o capitão Youri Tielemans avançando repetidamente, conquistava as segundas bolas e recuperava a posse rapidamente.

Eles também aproveitaram os espaços pelas laterais para esticar a frágil e estática defesa dos EUA.

Nem mesmo a saída de Onana devido a uma lesão no joelho no primeiro tempo os tirou do ritmo, com Vanaken assumindo sua função na frente dos três zagueiros.

Garcia disse que só teve certeza da escalação poucas horas antes do início da partida na segunda-feira, mas já sabia como queria jogar.

“Queríamos assumir o controle do jogo desde o início”, disse ele.

“O plano era colocar o Kevin em campo se precisássemos dele, mas, assim que marcamos o gol, isso não foi mais necessário”, explicou Garcia.

“E quando Onana se machucou, recorremos ao Hans por causa de sua estatura. Aliás, estou muito feliz com o gol dele, porque, nessa idade (33), marcar em uma Copa do Mundo, depois de nem sempre ter sido convocado para a seleção nacional.”

Garcia havia sido alvo de muitas críticas na Bélgica enquanto a equipe enfrentava dificuldades na primeira fase, empatando os dois primeiros jogos antes de uma vitória esmagadora por 5 x 1 sobre a Nova Zelândia, que garantiu a liderança do grupo.

Contra o Senegal, a equipe só se salvou graças a um erro defensivo do adversário, vencendo com um pênalti no final da prorrogação, depois de estar à beira da eliminação.

A Bélgica, no entanto, agora se considera uma forte candidata ao título antes das quartas de final da sexta-feira contra a Espanha, em Los Angeles.

(Por Mark Gleeson, em Atlanta)

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