O democrata Chris Pappas, de 46 anos, foi eleito senador por New Hampshire nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, se tornando o primeiro homem abertamente gay a conquistar uma cadeira no Senado americano. Ele derrotou o republicano John Sununu, ex-senador que tentava retornar ao Congresso, e ocupará a vaga deixada pela democrata Jeanne Shaheen, que decidiu não disputar a reeleição.
A vitória representa um marco para a representação LGBTQIA+ na política americana. Embora o Senado já tenha tido parlamentares abertamente lésbicas e bissexuais, nenhum homem assumidamente gay havia sido eleito para a Casa. A democrata Tammy Baldwin, de Wisconsin, foi a primeira pessoa abertamente gay eleita para o Senado, em 2012.
Pappas comemorou o resultado ao lado de apoiadores em Manchester, sua cidade natal. Durante o discurso, agradeceu ao marido, Vann Bentley, e afirmou que, independentemente do resultado da disputa, se considera uma pessoa de sorte por estar casado com alguém que ama. "É bom saber que o amor e a verdade prevaleceram esta noite", declarou.
Nascido em 4 de junho de 1980, em Manchester, New Hampshire, Pappas é descendente de imigrantes gregos e cresceu trabalhando no restaurante de sua família, o Puritan Backroom, estabelecimento fundado em 1917. Formado pela Universidade Harvard, em 2002, começou a carreira política na Assembleia Legislativa estadual, onde atuou entre 2003 e 2007.
Depois, foi tesoureiro do condado de Hillsborough e integrou o Conselho Executivo de New Hampshire, cargo que ocupou entre 2013 e 2019. Em 2018, foi eleito para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos pelo primeiro distrito congressional do Estado. Com a vitória, tornou-se também o primeiro integrante abertamente gay da delegação de New Hampshire no Congresso.
Desde 2019, Pappas representa o Estado na Câmara. No Congresso, integrou comissões relacionadas a assuntos de transporte, infraestrutura e pequenos negócios.
Durante a campanha ao Senado, o democrata concentrou parte de suas propostas em questões econômicas e de saúde, além de criticar políticas do presidente Donald Trump. Também procurou associar seu adversário à agenda do republicano, que apoiou a candidatura de Sununu.
Com a eleição, Pappas assumirá a cadeira de Jeanne Shaheen em janeiro de 2027, levando ao Senado uma trajetória política que já havia marcado a representação LGBTQIA+ em seu Estado.
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