Por Philip O'Connor
4 de julho (Reuters) - O técnico da Noruega, Stale Solbakken, pediu aos seus jogadores que mantivessem a calma e não se deixassem levar pela emoção do momento ao enfrentarem o Brasil pelas oitavas de final da Copa do Mundo neste domingo.
Os noruegueses, liderados pelo artilheiro Erling Haaland, estão embalados na Copa do Mundo, vencendo três das quatro partidas que disputaram e conquistando o coração da nação.
No entanto, o pragmático Solbakken alertou que seus jogadores não podem se deixar levar pelo entusiasmo.
“Precisamos jogar a partida, não as circunstâncias. Precisamos garantir que não joguemos de acordo com o momento, mas que simplesmente joguemos a partida”, disse aos repórteres neste sábado.
O técnico de 58 anos respondeu a várias perguntas sobre o atacante brasileiro Vinícius Jr. e como sua equipe iria se defender contra ele.
“Os laterais esquerdo e direito são importantes, mas também se trata de ajudá-los para que eles não sejam colocados em situações de um contra um, situações em que você precisa agir sozinho”, disse Solbakken, admitindo que essas situações ainda ocorreriam.
“Também esperamos que nosso estilo de marcação por zona possa ajudar. Assim, independentemente de quem jogar nas posições da defesa, eles terão o apoio do próximo jogador".
Solbakken afirmou que uma das chaves óbvias para o sucesso de sua equipe seria fazer com que a bola chegasse a Haaland, que marcou cinco gols até agora no torneio, em boas posições.
“Acho que encontramos maneiras de apoiá-lo e dar a ele o passe certo. Somos uma equipe que mal pode esperar pelo jogo contra o Brasil porque temos uma mentalidade ofensiva. Durante os 90 ou 120 minutos contra o Brasil, precisaremos defender por períodos mais longos ou mais curtos, e então temos que estar no nosso melhor”, disse.
Em quatro confrontos, o Brasil ainda nunca venceu a Noruega, mas Solbakken afirmou que os sul-americanos continuam sendo os favoritos.
“Não acho que eles sejam os grandes, grandes, grandes favoritos, como talvez fossem há alguns anos... estamos em uma sequência muito boa há muito tempo, temos grande confiança e também um bom estilo de jogo com a bola, e acho que isso nos ajuda”, disse.
“Acho difícil definir uma porcentagem exata (das nossas chances), se é 60 a 40, 70 a 30 ou qualquer outra proporção — o importante é que podemos causar problemas ao Brasil se estivermos em um dia bom, mas ainda assim precisamos estar no nosso melhor, senão não temos chance. Mas se estivermos no nosso melhor, então temos uma chance.”
(Reportagem de Philip O'Connor)




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