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Açúcar bruto atinge máxima de mais de um ano, café arábica recua

Reuters
Açúcar bruto atinge máxima de  mais de um ano, café arábica recua
Açúcar bruto atinge máxima de mais de um ano, café arábica recua

NOVA YORK, 19 Ago (Reuters) - Os futuros do açúcar bruto na ICE subiram nesta quarta-feira, atingindo a maior cotação em mais de um ano devido ao agravamento das perspectivas de produção em todo o mundo, enquanto o café arábica caiu após ter atingido, anteriormente, a máxima de um mês.

AÇÚCAR

* O contrato de açúcar bruto ​​fechou com alta de 0,08 centavo, ou 0,5%, a 17,55 centavos por libra-peso, após ter atingido anteriormente sua máxima desde maio de 2025, a 17,66.

* Operadores afirmaram que o preço do açúcar está sendo impulsionado pela alta nos preços da energia, pelo risco de que a Índia possa importar o adoçante e pelas preocupações de que chuvas excessivas relacionadas ao El Niño possam retornar ao Brasil, maior produtor mundial.

* Chuvas excessivas reduziriam o teor de açúcar da cana e levariam as usinas a aumentar a produção de etanol a partir da cana, em detrimento do açúcar.

* Os preços mais altos da energia, que subiram anteriormente em meio às tensões contínuas relacionadas à guerra no Irã, também tendem a levar as usinas de cana a produzir mais etanol.

* “A dinâmica ainda é positiva”, afirmou o corretor e consultor independente Michael McDougall.

* Os temores relacionados ao El Niño levaram a um volume recorde de posições em aberto nos contratos de açúcar na semana passada, informou a ICE na quarta-feira.

* O preço do açúcar branco subiu 0,5%, para US$542,20 por tonelada, após atingir sua máxima desde abril de 2025, a US$ 537,90.

CAFÉ

* O café arábica da ICE fechou em queda de 4,25 centavos, ou 1,3%, a US$3,282 por libra-peso, após ter atingido anteriormente a máxima de um mês, de US$337,15.

* Os corretores afirmaram que a oferta no curto prazo continua extremamente restrita devido a atrasos na colheita do Brasil, principal produtor, enquanto crescem os temores de que o El Niño possa reduzir o excedente esperado para a próxima safra.

* A Cooxupe, maior cooperativa cafeeira do Brasil, informou que seus produtores haviam colhido 81,1% de sua safra até 14 de agosto, ficando abaixo dos 86,1% registrados no mesmo período do ano passado.

* Vicenti Zotti, fundador da consultoria brasileira NRP Agro, disse que os cafeicultores do país já pagaram, em sua maioria, os custos da colheita e não têm pressa em vender.

* Ele disse que eles preferem estocar parte da produção e evitar o aumento do imposto de renda neste ano.

* O preço do café robusta caiu 0,3%, para US$3.728 a tonelada.

CACAU

* O cacau de Londres na ICE fechou com alta de 51 libras, ou 1,2%, a 4.316 libras por tonelada, após ter caído 2,1% na terça-feira.

* Persiste a incerteza quanto às perspectivas para as safras de 2026/27 na África Ocidental. Espera-se, de modo geral, uma queda na produção, mas ela pode não ser grande o suficiente para impedir outro excedente global, embora muito menor do que na atual safra de 2025/26.

* O contrato de cacau de Nova York subiu 1,9%, para US$6.031 por tonelada.

(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)

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