Em seu primeiro discurso após o cessar-fogo com Gaza, neste sábado (18), o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ameaçou retomar os bombardeios na faixa de Gaza caso não receba a lista de reféns do Hamas. O pronunciamento televisionado destacou que a trégua é “temporária” e poderá ser suspensa caso os termos negociados não sejam cumpridos.
O acordo, mediado por Catar, Egito e EUA, prevê a libertação de 33 reféns ou restos mortais em troca de prisioneiros palestinos. No entanto, o governo israelense condicionou o início da trégua à divulgação dos nomes dos reféns ainda neste sábado, sob o risco de paralisar o processo. Enquanto isso, o gabinete Netanyahu enfrenta tensões internas, incluindo a renúncia do ministro Itamar Ben-Gvir em protesto contra a decisão.
Netanyahu também reforçou o apoio dos Estados Unidos para retomar a guerra, se necessário, e afirmou que Israel continuará buscando a libertação de todos os reféns capturados pelo Hamas. Segundo ele, a delegação israelense manteve firmes três exigências durante as negociações: a divulgação antecipada da lista de reféns, o aumento no número de libertados na primeira fase e a manutenção das tropas no Corredor Filadélfia, na fronteira entre Gaza e Egito.
Israel já matou quase 47 mil palestinos, e teve 1,2 mil pessoas mortas em Israel durante o conflito. Netanyahu reiterou que Israel não descansará até atingir todos os seus objetivos.



