A mudança faz parte de um processo mais amplo de reestruturação iniciado pela direção. Após o cancelamento, há duas semanas, da montagem de O Ouro do Reno, que será apresentada em versão de concerto, vazou para a imprensa na semana passada o plano de união do Coral Lírico Municipal com o Coral Paulistano.
O Paulistano foi fundado em 1936 por Mário de Andrade com o objetivo de fomentar a execução de música brasileira. Sua união com o Coral Lírico tem sido alvo de críticas nas redes sociais, feitas entre outros por antigos diretores do grupo, que acusam a direção do Municipal de descaso com a produção nacional. Um abaixo-assinado virtual, pedindo a manutenção do Paulistano como grupo independente, foi criado na segunda-feira e, até o início da noite de ontem, contava com mais de 2 mil assinaturas.
Em meio a tudo isso, o Municipal pediu à prefeitura a instauração de uma sindicância interna que investigasse a suspeita de sabotagem nas óperas Aida e Don Giovanni - uma história que levou a polícia ao teatro e envolveu uma série de perfis falsos no Facebook, que lideram desde fevereiro o coro de críticas à gestão de John Neschling como diretor artístico.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



