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Mulheres protestam na França contra avanço da ultradireita

Por Folha de São Paulo

23/06/2024 21h45 — em
Mundo



BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Milhares de mulheres protestaram em cidades da França neste domingo (23) contra o partido ultradireitista RN (Reunião Nacional), liderado por Marine Le Pen, a uma semana das eleições gerais do país.

Cerca de 200 grupos feministas e sindicatos organizaram as manifestações em dezenas de cidades, inclusive em Paris, sob o argumento de que os direitos das mulheres estão sob ataque em países governadores por partidos de ultradireita. As manifestações na capital francesa reuniram mais de 10 mil mulheres, de acordo com as organizadoras --as autoridades não divulgaram estimativas.

Em março, a França foi o primeiro país do mundo a incluir oficialmente o aborto em sua Constituição, sob a oposição de parte dos integrantes do RN, o que levantou preocupações em grupos feministas.

As eleições gerais da França foram convocadas para o próximo dia 30, com segundo turno no dia 7. Uma pesquisa divulgada neste domingo aponta que o RN segue na liderança e deve conquistar 35,5% do eleitorado.

Embora a projeção indique vitória do partido de Marine Le Pen, a ultradireita não deve conquistar maioria absoluta no Parlamento, afastando a possibilidade de que o bloco eleja um primeiro-ministro.

O levantamento foi realizado pelo instituto Ipsos, pelo jornal Le Parisien e pela Radio France entre os dias 19 e 20, e mostrou a aliança de esquerda Nova Frente Popular em segundo lugar, com 29,5% dos votos, seguida pelo grupo governista de centro do presidente Emmanuel Macron, que marca 19,5%.

Os números apontam uma mudança drástica em relação ao resultado das últimas eleições legislativas, em junho de 2022 --na época, a coalizão de Macron venceu com 38% dos votos, seguida da aliança de esquerda com 31%. A ultradireita conquistou 17% do eleitorado.

As eleições na França foram convocadas de surpresa por Macron depois que a ultradireita venceu os governistas na eleição ao Parlamento Europeu no útlimo dia 9. A medida não afeta o cargo do presidente, que continua no posto até o fim do mandato em 2027 --Macron já indicou que não deve renunciar seja qual for o resultado.


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