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Mortes de soldados russos na Ucrânia atingem nível não visto desde a 2ª Guerra

Mortes de soldados russos na Ucrânia atingem nível não visto desde a 2ª Guerra
Mortes de soldados russos na Ucrânia atingem nível não visto desde a 2ª Guerra

Um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) aponta que as baixas militares russas na guerra da Ucrânia já alcançam cerca de 1,2 milhão de soldados entre mortos, feridos e desaparecidos desde o início da invasão, em fevereiro de 2022. Segundo o estudo, trata-se de um nível de perdas não visto para uma grande potência desde a Segunda Guerra Mundial, o que coloca em xeque a percepção de que Moscou estaria próxima de uma vitória decisiva no conflito.

Apesar do alto custo humano, os ganhos territoriais russos são considerados limitados. De acordo com o documento, a Rússia ampliou em cerca de 12% a área sob seu controle em território ucraniano desde 2022. Analistas destacam que a estratégia de “defesa em profundidade” adotada por Kiev — com trincheiras, obstáculos, minas, drones e artilharia — tem dificultado avanços mais amplos das forças russas, mantendo a Ucrânia em posição defensiva considerada vantajosa no campo de batalha.

O relatório também compara as perdas dos dois lados. As baixas ucranianas são estimadas entre 500 mil e 600 mil militares, enquanto as mortes em combate ficariam entre 100 mil e 140 mil. No caso russo, as mortes variariam de 275 mil a 325 mil. Os autores afirmam que os dados sugerem que Moscou enfrenta dificuldades para sustentar o ritmo de recrutamento e reposição de tropas, cenário mencionado por representantes da Otan e diplomatas europeus.

Em termos históricos, o CSIS destaca que as perdas russas superam, de forma significativa, os números registrados pelos Estados Unidos nas guerras da Coreia e do Vietnã, além de excederem o total de baixas russas e soviéticas somadas em conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, como o Afeganistão e as guerras da Chechênia. Ainda assim, os avanços diários das tropas russas em algumas frentes são medidos em poucos metros, patamar comparado a batalhas de desgaste do início do século 20.

O impacto da guerra também se reflete na economia russa. O relatório afirma que o esforço militar tem contribuído para inflação elevada, escassez de mão de obra e crescimento modesto, estimado em 0,6% em 2025. O estudo avalia que o foco em gastos militares não se traduz em ganhos estruturais de longo prazo e que, sem maior pressão econômica e militar do Ocidente, o presidente Vladimir Putin tende a prolongar o conflito, mesmo diante de perdas humanas e custos crescentes para ambos os lados.

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