CARACAS — Um menor de 17 anos morreu nesta terça-feira depois de ter sido ferido a tiro num protesto contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, segundo o Ministerio Publico. O número de mortos já chega a 40 nas marchas que tomam as ruas do país, iniciadas em 1º de abril. O jovem, que não teve a identidade divulgada, faleceu durante a madrugada num hospital público, para onde foi levado na segunda-feira depois de ser atingido por um tiro na cabeça.
A vítima foi atingida durante uma manifestação no município de Pedraza, no estado de Barinas, segundo as autoridades. De acordo com informações preliminares, o jovem estava perto do local em que acontecia um protesto, quando repentinamente chegou um grupo de pessoas que efetuou vários disparos, ferindo o jovem na região cranioencefálica.
Apesar da forte repressão, a oposição continua desafiando Maduro nas ruas. Na segunda-feira, milhares de opositores bloquearam avenidas e estradas, o que provocou confrontos com as forças de segurança que deixaram dois mortos e ao menos 12 feridos. Ao menos 79 pessoas foram detidas, incluindo 20 em Carabobo e seis em Nova Esparta, segundo a ONG Foro Penal.
O jovem José Alviarez, de 18 anos, foi morto ontem com um tiro no tórax durante uma manifestação no estado de Táchira. Segundo a imprensa, após a morte do jovem, manifestantes atearam fogo à delegacia de polícia local.
Sob o nome de “grande plantão contra a ditadura”, os protestos provocaram confrontos em Caracas e nos estados de Carabobo, Nova Esparta, Zulia, Aragua, Mérida e Táchira. Durante a jornada, os opositores bloquearam a importante estrada Francisco Fajardo, no leste de Caracas, enquanto no oeste as forças de segurança utilizaram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes.
— Não há liberdade, nos reprimem, não há comida e quando há é extremamente cara, seguirei nas ruas até que ocorra uma mudança — disse o docente Miguel Martínez.

