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EUA não ofereceram alívio das sanções ao Irã para reabrir Estreito de Ormuz, diz Rubio

Reuters
EUA não ofereceram alívio das sanções ao Irã para reabrir Estreito de Ormuz, diz Rubio
EUA não ofereceram alívio das sanções ao Irã para reabrir Estreito de Ormuz, diz Rubio

WASHINGTON, 2 Jun (Reuters) - O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na terça-feira que a equipe de negociação do presidente Donald Trump não ofereceu ao Irã alívio das sanções em troca da reabertura do Estreito de Ormuz e insistiu que qualquer alívio das sanções está vinculado à desistência de Teerã de seu programa nuclear.

"No momento, tudo o que foi discutido com eles (Irã) é que qualquer alívio das sanções é baseado em condições, o que significa que tem que ser em troca da razão pela qual essas sanções foram impostas em primeiro lugar, que é o seu programa nuclear", declarou Rubio em uma audiência no Senado.

Ao depor publicamente no Congresso pela primeira vez desde o início da guerra com o Irã, Rubio disse que haverá alívio das sanções ao Irã se ele concordar em desistir de suas atividades nucleares.

"O Irã está sendo sancionado porque tem urânio altamente enriquecido. O Irã está sendo sancionado por causa de suas atividades nucleares. Se o Irã concordar em desistir dessas coisas, haverá alívio das sanções associada ao seu compromisso e cumprimento desses acordos", afirmou ele.

Rubio prestou depoimento ao Comitê de Relações Exteriores do Senado na manhã de terça-feira, enquanto o governo Trump busca a aprovação do Congresso para o corte proposto de 30% no orçamento de relações exteriores e um aumento de 50% nos gastos militares.

Ele deve comparecer a três outras audiências na terça e na quarta-feira, no momento em que seus colegas republicanos têm demonstrado sinais de preocupação com a guerra do Irã.

Rubio, que também atua como assessor de segurança nacional de Trump, foi senador da Flórida até janeiro de 2025, e os parlamentares disseram que esperavam que seu ex-colega explicitasse uma estratégia para encerrar o conflito com o Irã, que começou com ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro.

Os norte-americanos têm expressado uma frustração cada vez maior com o aumento dos preços, e os republicanos esperam que o governo consiga reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir os preços da gasolina nos EUA antes das eleições de novembro, que decidirão se o partido manterá sua pequena maioria no Congresso.

(Por Patricia Zengerle, Simon Lewis e Doina Chiacu)

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