Por Michael Susin
9 Set (Reuters) - A Marcopolo espera ver uma retomada da demanda no mercado argentino em 2027 devido à necessidade de renovação da frota apoiada pela transição do diesel para o gás, disse o presidente executivo, André Armaganijan, durante apresentação da empresa a investidores nesta quarta-feira.
Segundo o executivo e sua equipe, a Argentina é um mercado que, desde 2018, não renova sua frota no ritmo necessário, mas que agora dá sinais de estabilização econômica.
O mercado argentino gerou receita líquida de R$875,4 milhões para o grupo em 2025. No primeiro semestre de 2026, as vendas somaram apenas R$212,1 milhões.
Armaganijan também apontou o México como uma oportunidade para renovação de frotas, em meio às dúvidas e incertezas provocadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Já a Austrália deverá apresentar desempenho estável em 2027, acrescentou o executivo.
A companhia desembacará na Europa ainda neste mês, onde deve apresentar o novo modelo G8 Tec em Madrid, na Espanha. A entrada no continente ocorrerá inicialmente por Espanha, França, Itália e Portugal.
O presidente-executivo afirmou que a forte concorrência entre fabricantes chineses e europeus levou ao fechamento de fábricas de carrocerias na Europa.
"Isso fez com que a oferta de carrocerias nesses mercados ficasse muito reduzida e abriu uma janela de oportunidade gigantesca," disse.
No mercado brasileiro, o diretor financeiro, Pablo Motta, afirmou que a Marcopolo deverá ter uma "oportunidade importante" no segmento de ônibus urbanos, provavelmente a partir de 2027, diante de um novo ciclo de concessões e da reorganização dos sistemas de transporte público em grandes cidades, como Curitiba e Rio de Janeiro.
A ação preferencial da Marcopolo recuava 2,5% nesta quarta-feira, a R$4,20. No ano, o papel acumula desvalorização de mais de 20%.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)




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