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Macron faz reunião de emergência após manifestações violentas na França

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 Macron faz reunião de emergência após manifestações violentas na França
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PARIS - De volta à França neste domingo após a reunião do G-20, o presidente Emmanuel Macron visitou o Arco do Triunfo, palco dos confrontos de sábado, e realizou uma região de emergência no Palácio do Eliseu com integrantes de seu governo. Diferentemente do que se especulava horas antes, Macron não discutiu a possibilidade de decretação de estado de emergência para conter a violência nos protestos dos chamados coletes amarelos que tomaram o país nas últimas três semanas, informou uma fonte à agência Reuters. Mais cedo, Benjamin Griveaux, porta-voz do governo francês, havia dito em entrevista à rádio “Europe 1” que “todas opções disponíveis” seriam abordadas no encontro .

Segundo a fonte, Macron, o primeiro-ministro Edouard Philippe, o ministro do Interior, Christophe Castaner, e representantes das forças policiais discutiram mudanças no esquema de segurança para evitar a repetição de episódios de violência como os registrados neste sábado, em que cerca de 400 pessoas foram presas (das quais 300 permanecem detidas) e 263 ficaram feridas (130 na capital), entre elas mais de 20 membros das forças policiais, em confrontos nas ruas da capital, Paris.

— Está fora de questão de que cada fim de semana se torne um ritual de violência — disse Philippe.

Macron decidiu não falar após a reunião, mas pediu ao primeiro-ministro que recebesse os líderes dos partidos e representantes dos manifestantes.

Extrema direita

O sindicato dos policiais franceses está preocupado com a ação de elementos de extrema direita por trás dos episódios de violência. Em um comunicado, a Aliança da Polícia Nacional pediu o "reforço do Exército" para guardar prédios públicos de forma a "liberar as forças móveis de intervenção" no combate à violência nos protestos, bem como a "instituição do estado de emergência".

Segundo Philippe Capon, secretário-geral da Aliança, um fenômeno "novo" das manifestações é a violência da parte da extrema direita.

— Até agora, seus integrantes raramente atacavam a polícia, concentrando-se nas edificações - disse Caon ao jornal "Le Monde". — Mas hoje não há qualquer conflito entre os diferentes movimentos políticos, eles não se enfretam entre si, mas se juntam contra as forças da ordem.

Os protestos não foram os maiores, mas foram um dos mais violentos na última década. Cerca de 130 mil pessoas saíram às ruas no país, num movimento que começou contra um imposto sobre os combustíveis  — com os participantes usando o colete amarelo do kit de emergência para motoristas — e acabou incluindo questões como o aumento do custo de vida.

Enquanto muitos se manifestaram pacificamente, outros, muitos deles usando máscaras, escalaram o Arco do Triunfo, quebraram vitrines, viraram e incendiaram carros e saquearam lojas.

O presidente Macron, que prometeu não ceder à violência, está sob pressão para encontrar uma solução que evite futuros confrontos. O Senado convocou para terça-feira os dois ministros da segurança para "explicações sobre os meios estabelecidos pelo Ministério do Interior" no sábado.

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