PARIS — Na reta final da disputa eleitoral francesa, o candidato centrista à Presidência, Emmanuel Macron, ampliou nesta sexta-feira sua vantagem nas pesquisas contra a adversária de extrema-direita, Marine Le Pen. Os dois aproveitam o último dia oficial de uma tumultuada campanha para fazer uma ofensiva por votos. Enquanto Macron está visitando a cidade de Rodez, no Sul do país, Le Pen se encontrou com representantes de um sindicato policial na parte da manhã.
De acordo com uma pesquisa Elabe para a BFM TV e para o L’Express, Macron terá 62% dos votos no segundo turno, contra 38% de Le Pen, um aumento de três pontos percentuais para o candidato de centro comparado com a projeção da pesquisa Elabe anterior.
O resultado da pesquisa mostra o melhor desempenho de Macron em levantamentos feitos por uma grande organização de pesquisas desde que os nove outros candidatos foram eliminados no primeiro turno do dia 23 de abril.
A eleição de domingo é vista como a mais importante na França em décadas, com duas visões diametralmente opostas sobre a Europa, e com a posição da França no mundo em risco.
Le Pen, líder da Frente Nacional, fecharia as fronteiras do país e abandonaria o euro, enquanto o candidato independente Macron, que nunca assumiu um cargo eleitoral, quer uma cooperação europeia mais intensa e uma economia aberta.
Os candidatos socialista e conservador dos dois partidos mais tradicionais da França foram eliminados no primeiro turno.
Macron afirmou nesta sexta-feira que já decidiu quem será o seu primeiro-ministro se vencer o segundo turno, mas indicou que não anunciará o nome até a “transferência de poderes”, que acontecerá até 14 de maio no mais tardar.
— Esta decisão está tomada no coração, ou seja, secretamente, e nem sequer o interessado está a par — afirmou o candidato.
Macron afirmou em março que era partidário de ter uma mulher como chefe de Governo. Seu eventual chefe de Governo “representará os compromissos” assumidos durante a campanha e terá “experiência no campo político e as competências para dirigir uma maioria parlamentar”, disse.

