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Kim Jong-un promove a irmã Kim Yo Jong ao centro do governo da Coreia do Norte

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SEUL — Poucas horas após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que , a mídia estatal norte-coreana informou que o líder, Kim Jong-un, fez elogios ao programa nuclear do país, afirmando que esses armamentos foram “poderosos dissuasores” que garantiram a soberania do país.

As declarações foram dadas no sábado, em discurso durante encontro do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Segundo a imprensa local, Kim destacou a “complicada situação internacional” e defendeu o programa nuclear do país, dizendo que os armamentos são “poderosos dissuasores que salvaguardam firmemente a paz e a segurança na península coreana e no nordeste asiático” contra “as prolongadas ameaças nucleares dos imperialistas dos EUA”. A reunião também foi marcada por mudanças no alto escalão do governo, com a ascenção de Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-un.

Nos últimos meses, a Coreia do Norte realizou dois lançamentos de mísseis que cruzaram o Japão e conduziram seis testes nucleares, aparentemente avançando no desenvolvimento de armas capazes de atingir a parte continental dos EUA. Como resposta, Trump ameaçou “destruir totalmente” a Coreia do Norte para garantir a segurança do país e seus aliados na região.

A retórica do presidente americano comprova, segundo Kim, que a política “byungjin”, de desenvolvimento paralelo de armamentos nucleares e da economia, está “absolutamente correta”.

— A economia nacional cresceu em sua força este ano, apesar da escalada das sanções — disse o líder norte-coreano, citando as novas resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas que restringiram ainda mais o comércio exterior do país.

No encontro do Comitê Central, Kim realizou mudanças no centro do poder. Sua irmã, Kim Yo Jong, foi promovida a membro suplente do politburo, o comitê político do governo norte-coreano presidido. Em sua nova posição, a jovem de 28 anos assume o papel exercido por Kim Kyong-hui, tia de Kim Jong-un, que exercia bastante influência durante a gestão do irmão e ex-líder, Kim Jong-il, pai de Kim Jong-un.

— Isso demonstra que o portfólio e o comando dela são mais significativos do que se acreditava anteriormente e consolida ainda mais o poder da família Kim — avaliou Michael Madden, especialista em Coreia do Norte da Universidade Johns Hopkins, em entrevista à Reuters.

Em janeiro, o Tesouro americano colocou Kim Yo Jong junto com outras autoridades norte-coreanas numa lista negra por “graves abusos contra os direitos humanos”.

Além da irmã do líder, Kim Jong-sik e Ri Pyong-chol, dois dos três funcionários à frente do programa de desenvolvimento de foguetes, ganharam novas posições no governo. O ministro das Relações Exteriores, Ri Yong-ho, que chamou Donald Trump de “presidente perverso” durante a Assembleia Geral das Nações Unidas”, também ganhou uma promoção. Segundo a imprensa estatal, mudanças foram realizadas em outros quadros do alto escalão.

Para a Coreia do Sul, essa movimentação no pessoal “mostra que Kim Jong-un está levando a sério a situação atual e procura avançar promovendo uma nova geração de políticos”.

— Ri agora pode ser identificado com segurança como um dos principais decisores políticos da Coreia do Norte — analisou Madden. — Mesmo em encontros informais, os interlocutores de Ri podem ter certeza de que qualquer proposta feita a ele será levada diretamente ao topo.

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