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Itália convoca embaixador israelense após disparos contra a ONU no Líbano

Reuters
Itália convoca embaixador israelense após disparos contra a ONU no Líbano
Itália convoca embaixador israelense após disparos contra a ONU no Líbano

Por Angelo Amante

ROMA, 8 Abr (Reuters) - A Itália convocou nesta quarta-feira o embaixador de Israel para exigir uma explicação sobre os tiros disparados contra um comboio italiano em uma missão da ONU no Líbano, disse o ministro das Relações Exteriores italiano, alertando que as forças israelenses "não têm autoridade para tocar" nas tropas de Roma.

A força de manutenção da paz da ONU, conhecida como Unifil, está estacionada no sul do Líbano para monitorar as hostilidades ao longo de uma linha de demarcação com Israel -- área onde têm ocorrido grandes confrontos entre as tropas israelenses e os combatentes do Hezbollah apoiados pelo Irã.

"Os tiros de advertência israelenses danificaram um de nossos veículos; felizmente, ninguém ficou ferido", disse Antonio Tajani em uma sessão de perguntas no Parlamento. Mais tarde, ele escreveu no X que havia ordenado a convocação do embaixador israelense.

Uma declaração do Ministério da Defesa disse que o comboio logístico italiano viajava de Shama para Beirute nesta quarta-feira quando, cerca de 2km após a partida, militares israelenses dispararam tiros de advertência. O comboio parou imediatamente e retornou à base, segundo o comunicado.

O incidente ocorre no momento em que Israel realiza seus ataques mais pesados contra o Líbano desde a eclosão do conflito com o grupo militante Hezbollah no início do mês passado, sob o argumento de que o cessar-fogo que suspendeu a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã não se aplica ao Líbano.

"Colocar em risco comboios claramente identificados com a bandeira da ONU não pode ser tolerado. Esse é um comportamento sério que corre o risco de comprometer a segurança das forças de paz e a credibilidade da própria missão", disse o ministro da Defesa, Guido Crosetto.

Crosetto conclamou as Nações Unidas a se envolverem urgentemente com as autoridades israelenses para esclarecer o que aconteceu e "adotar todas as medidas necessárias para garantir a segurança do contingente italiano e de todo o pessoal da Unifil".

A Unifil contava com cerca de 7.500 membros da força de paz em 30 de março, de acordo com o site da missão, e a Itália é um dos principais contribuintes, com mais de 750 soldados destacados.

(Reportagem de Angelo Amante)

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