Ontem, o Irã disse à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que decidiu remover 27 câmeras de monitoramento da organização da ONU de vários locais relacionados à energia nuclear em todo o país, horas depois que a mídia iraniana informou que estava desligando apenas duas câmeras.
Em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, disse que a decisão, em breve, tornaria impossível para a agência fornecer informações precisas sobre quais equipamentos e materiais nucleares o Irã produziu. A AIEA é a principal agência encarregada de monitorar a conformidade do Irã com o acordo de 2015.
As preocupações com a transparência no programa do Irã surgem quando o esforço ocidentais para reviver o acordo nuclear entrou em um impasse, sem negociações sobre um acordo desde meados de março. O governo americano está sob crescente pressão política, inclusive de alguns democratas, para abandonar os esforços pela retomada do pacto, que suspendeu a maioria das sanções internacionais ao Irã em troca de limites rígidos, mas temporários, às atividades nucleares iranianas.




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