Especialmente porque o modelo econômico fracassou completamente, o povo está cansado da corrupção e da crise, e a maioria dos eleitores não confia nem no PRI (Partido Revolucionário Institucional) nem no PAN (Partido da Ação Nacional). Por isso, é importante que haja uma mudança de política interna. A melhor política exterior é uma boa política interior.
É uma distração. Por uma questão geopolítica, o México não pode dar as costas aos EUA. Temos que buscar uma relação amistosa, uma estratégia conjunta de cooperação para o desenvolvimento.
Houve uma subordinação completa à política exterior de Washington, e nos transformamos no irmão mais novo dos EUA. Sem brigar com eles, vamos buscar diversificar e olhar mais para o Sul.
Eu entendo, porque não houve um apelo de solidariedade à América Latina. Foi uma falha do governo de Enrique Peña Nieto.
Devemos ver o Brasil e a Argentina como fontes alternativas de abastecimento para o México, e buscar uma maior integração entre os países da Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile) e os do Mercosul.
Estão equivocados. Compreendo seu nervosismo porque não querem ter que deixar de roubar. Mas o povo está muito vacinado contra essa campanha de desprestígio e medo.
O principal desafio é acabar com a corrupção e o desperdício, que têm um custo econômico altíssimo, por meio de uma política de austeridade republicana. Dessa maneira, liberaremos fundos para impulsionar o desenvolvimento econômico e social, respeitando o equilíbrio macroeconômico.

