O Hamas pediu nesta quinta-feira (6) que todas as facções palestinas se unam contra o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle da Faixa de Gaza e retirar os moradores do território. A declaração de Trump, feita ao lado do premiê israelense Benjamin Netanyahu, gerou forte reação internacional.
Em uma postagem na rede Truth Social, Trump afirmou que deseja reassentar os palestinos em "comunidades seguras e modernas" no Oriente Médio e transformar Gaza em um grande empreendimento imobiliário. Ele garantiu que nenhum soldado norte-americano participaria da operação e que a medida traria estabilidade à região.
O grupo terrorista Hamas rejeitou a proposta e declarou que nenhum palestino deixará Gaza. Além disso, pediu que os países árabes confrontem Trump. A ONU classificou a remoção involuntária de um povo de seu território como ilegal, aumentando a tensão diplomática sobre o tema.
Diante das críticas, a Casa Branca tentou amenizar a declaração de Trump, afirmando que a retirada dos palestinos não seria permanente e que os EUA não financiariam a reconstrução de Gaza. Enquanto isso, o governo israelense ordenou que suas Forças Armadas elaborem um plano para a "saída voluntária" dos moradores da região.

