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Governo Trump limita presença de jornalistas de veículos estatais da China nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira (2) que vai cortar quase pela metade o número de jornalistas da veículos estatais chineses que tem autorização para trabalhar em território americano.

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A medida, segundo o comunicado do departamento de Estado, é uma retaliação contra "a contínua intimidação e perseguição a jornalistas" promovida por Pequim.

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Com a decisão, o número de jornalistas chineses que trabalha nos Estados Unidos para os veículos estatais deverá diminuir de 160 para 100 a partir de 13 de março. 

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A medida atinge os profissionais que trabalham para a agência de notícias Xinhua, para o canal de TV China Global, para a China Radio International e para o jornal China Daily.

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"Durante anos, o governo da República Popular da China impôs vigilância, assédio e intimidação cada vez mais severos contra jornalistas americanos e outros estrangeiros que operam na China", disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em comunicado. 

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Segundo a nota, nenhum dos jornalistas será expulso dos Estados Unidos, mas quem dependia do visto de trabalho poderá ser obrigado a deixar o país se não conseguir outro emprego. 

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A ação foi possível porque no mês passado, Washington tinha mudado a classificação dos quatro veículos, que deixaram de ser reconhecidos pela Casa Branca como órgãos de imprensa e passaram a ser considerados missões diplomáticas da China.

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Com isso, os profissionais desses veículos passaram a ser obrigados a se registrarem no Departamento de Estado. 

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O governo chinês revogou no mês passado os vistos de três repórteres do jornal americano The Wall Street Journal que trabalhavam em Pequim, depois que o jornal se recusou a se desculpar por uma coluna com uma manchete que dizia que a China era o "verdadeiro homem doente da Ásia". 

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Outro repórter do jornal teve que sair no ano passado depois que a China se recusou a renovar seu visto.

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O governo chinês classificou a decisão como equivocada. Já o CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas, entidade com sede em Nova York) criticou a medida e afirmou que Washington deveria dar o exemplo sobre liberdade de expressão no mundo em vez de copiar o modelo autoritário de Pequim.

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