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Fronteira dos EUA reabre para gado mexicano, mas persistem preocupações com parasita

Reuters
Fronteira dos EUA reabre para gado mexicano, mas persistem preocupações com parasita
Fronteira dos EUA reabre para gado mexicano, mas persistem preocupações com parasita

Por Cassandra Garrison e Leah Douglas

CIDADE DO MÉXICO/WASHINGTON, 24 Ago (Reuters) - O México está intensificando sua campanha contra a mosca que transmite um parasita que atinge os rebanhos da fronteira norte, onde foram detectados casos recentes, aumentando o rigor na fiscalização das exportações de gado, à medida que o comércio transfronteiriço foi retomado nesta segunda-feira, no âmbito de uma reabertura gradual dos Estados Unidos.

A reabertura marca a primeira flexibilização da proibição imposta pelos EUA há mais de um ano para impedir a entrada das larvas devoradoras de tecidos animais, com a retomada inicial das importações pelo Arizona.

O plano tem gerado críticas de alguns grupos pecuários dos EUA e de autoridades estaduais, que argumentam que a retomada das importações poderia aumentar os riscos de proliferação da mosca, mesmo com o parasita continuando a se espalhar no norte do México e já tendo sido detectado no Texas e no Novo México.

Por outro lado, frigoríficos avaliam que oferta de gado tende a aumentar nos EUA em 2027, ajudando o país a lidar com uma escassez de animais e preços mais altos da arroba bovina.

A ministra da Agricultura do México, Columba López, afirmou que as autoridades reforçariam a dispersão de moscas estéreis em Sonora e Chihuahua, uma estratégia-chave de erradicação que visa impedir a reprodução do parasita.

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, disse aos repórteres na segunda-feira que o USDA considera ter "tomado todas as medidas para proteger o rebanho norte-americano e o consumidor norte-americano; portanto, agora podemos começar lentamente a reabrir os portos".

O USDA planeja abrir mais dois portos no Novo México, um em 30 dias e outro em 60 dias, disse Rollins. "Não planejamos abrir nenhum porto no Texas tão cedo, simplesmente porque é lá que está a verdadeira atividade", afirmou Rollins.

O USDA identificou 46 casos de larva-de-parafuso no Novo México e no Texas, sendo dois deles ativos atualmente, de acordo com o site da agência.

NOVOS CASOS NO MÉXICO

Um comunicado no site do USDA na segunda-feira informou que o porto de Douglas, no Arizona, foi reaberto para importações de gado do México "orientado por medidas de segurança complementares e um protocolo de importação com base científica" acordado entre os dois países. O USDA avaliará, em seguida, a reabertura dos portos de Santa Teresa e Columbus, no Novo México, para gado, bisões e cavalos.

"A abertura dos portos poderá ser suspensa se o USDA identificar um aumento do risco em Sonora ou Chihuahua por meio de auditorias pós-abertura ou outras observações/informações", informou o site.

A reabertura começará com exportações de 700 cabeças de gado por dia durante a primeira semana, aumentando para 900 por dia na segunda semana e subindo gradualmente para cerca de 1.300 por dia, de acordo com a Confederação Nacional de Organizações Pecuárias (CNOG) do México.

Se outros pontos de passagem na fronteira de Chihuahua forem reabertos no quarto trimestre, o México poderá exportar até 200 mil cabeças de gado em 2026, com um valor estimado de cerca de US$420 milhões a preços de mercado dos EUA, informou a CNOG. Seu cenário base para 2027 projeta exportações de 1,09 milhão de cabeças de gado, avaliadas em cerca de US$2,1 bilhões no mercado dos EUA.

Chihuahua, um dos Estados mais importantes do México na exportação de gado, registrou 183 casos da larva desde a detecção do primeiro caso em julho, enquanto o Estado vizinho de Sonora registrou dois casos confirmados após anunciar sua primeira detecção na semana passada. Sonora ativou protocolos de emergência de vigilância e contenção, enquanto Chihuahua intensificou as inspeções, os controles de movimentação de gado e as campanhas de tratamento para evitar uma maior disseminação.

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