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França vai às urnas em eleição que pode decidir futuro da Europa

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PARIS – Os eleitores franceses escolhem neste domingo quem será o novo presidente da França entre o centrista Emmanuel Macron ou a líder da extrema-direita Marine Le Pen, num pleito que pode decidir o futuro da Europa. Com as urnas abertas desde as 8h no horário local (3h em Brasília), as primeiras indicações são de que o número de abstenções será grande mas, ainda assim menor, do que o previsto nas últimas pesquisas.

Segundo o Ministério do Interior do país, até a metade do período de votação, que vai até as 20h também no horário local (15h em Brasília), o comparecimento chegou a 28% dos eleitores, um pouco menos que o registrado na contagem do meio do dia das últimas eleições presidenciais francesas em 2012, quando ficou em 31%, e a menor desde o pleito de 2002, quando marcou 26%. De acordo com pesquisa divulgada na última sexta-feira, o comparecimento nas eleições será de cerca de 75%. Nas eleições de 2002, 2007 e 2012, mais de 80% dos eleitores franceses foram às urnas.

Macron, 39 anos e líder nas pequisas de intenção eleitorais, votou no resort litorâneo de Le Touquet, no Norte da França, tendo ao lado sua esposa, Brigitte Macron. Ex-socialista e ministro da Economia, ele concorre como candidato independente e era todo sorrisos quando deixou sua casa de veraneio na localidade brincando com seu cachorro antes de seguir para a seção eleitoral, para onde foi levado de carro por razões de segurança.

Já Le Pen, 48, colocou seu voto na urna a apenas cem quilômetros de distância do rival na pequena cidade de Henin-Beaumont, controlada por seu partido, a Frente Nacional. Ela conseguiu votar sem incidentes após ativistas feministas serem detidas algumas horas antes por pendurarem uma grande faixa contra a candidata em uma igreja no Norte da cidade. Segundo analistas, uma alta abstenção na eleição pode favorecer a líder da extrema-direita, já que seus eleitores são mais compromissados com a agenda do partido e tendem a comparecer mais às urnas.

A maioria dos que vão votar em Macron, por sua vez, diz que o fará justamente para evitar a eleição de Le Pen.

- Não concordo necessariamente com nenhum dos candidatos - disse a psicoterapeuta Denise Dulliand, que votou em Annecy, cidade na região montanhosa no Sudeste do país. - Mas queria fazer ouvir minha voz, ser capaz de dizer que vim, mesmo que não esteja de fato satisfeita com o que está acontecendo em nosso país, e que gostaria de ver menos estupidez, menos dinheiro e mais fraternidade.

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