Militares venezuelanos reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina do país, após a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. A decisão foi endossada pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela e confirmada pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em pronunciamento televisionado, que anunciou que Rodríguez assumirá o cargo por 90 dias.
A operação americana ocorreu na madrugada de sábado (3), com explosões registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Maduro e sua esposa foram levados de avião para os Estados Unidos, onde devem responder a acusações criminais. Imagens divulgadas mostram o líder venezuelano algemado ao desembarcar em Nova York, confirmadas pela agência Reuters.
O episódio provocou reações imediatas no cenário internacional. O chanceler venezuelano, Yván Gil, requisitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, enquanto países latino-americanos manifestaram preocupação com o que classificaram como uma tentativa de controle externo. No Brasil, o presidente Lula condenou os ataques e alertou para o “precedente perigoso” criado pela ação.
Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a detenção de Maduro faz parte de um esforço para trabalhar com líderes remanescentes da Venezuela, dependendo das decisões que eles tomarem. A ação também resultou na destruição de unidades militares na base aérea de La Carlota, intensificando o impacto do ataque e gerando tensão nas fronteiras do país.


