MANILA - O governo das Filipinas proibiu temporariamente que filipinos viagem a trabalho para o Qatar por causa de possíveis “efeitos em onda” e “graves rumores” gerados com a ruptura de laços diplomáticos entre vários países árabes com Doha. A secretária do Trabalho, Silvestre Bello, afirmou que a interdição vai durar o governo concluir sua análise da situação. Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Iêmen romperam as relações com o Qatar em movimento coordenado, acusando o país de apoiar o terrorismo, em especial atividades de grupos extremistas como Estado Islâmico e al-Qaeda.
“Suspendo temporariamente o envio de nossos OFWs (trabalhadores filipinos no exterior) ao Qatar. Isso é para que nós possamos avaliar a situação porque há muitos rumores graves circulando, afirmando que as coisas não vão bem por lá”, disse Bello em comunicado.
Mais de 2 milhões de pessoas das Filipinas trabalham no Oriente Médico como ajudantes domésticos, trabalhadores de construção, engenheiro, enfermeiras. O Qatar abriga 250 mil filipinos, enquanto esse número chega a quase 1 milhão na Arábia Saudita. Os filipinos que trabalham no Oriente Médio enviaram em remessas ao país US$ 7,6 bilhões em 2016, tornando a região uma grande fonte de entrada de recursos cambiais que ajudam a economia filipina a crescer.
O porta-voz do presidente Rodrigo Duterte disse que o governo estava preocupado com os possíveis “efeitos em onda” da crise diplomática sobre seus cidadãos no exterior:
“Agências do governo preocupadas estão observando a questão e vão estender assistência e apoio aos OFWs que podem ser afetados por tal ação”, disse Ernesto Abella em coletiva de imprensa.

