WASHINGTON – Donald Trump Jr., filho do presidente dos EUA, Donald Trump, concordou em se encontrar com uma advogada ligada ao governo da Rússia no ano passado depois de promessa de receber informações comprometedoras sobre Hillary Clinton, adversária de seu pai nas eleições de 2016, relatou o jornal americano “New York Times” neste domingo tendo como fontes três conselheiros da Casa Branca. Ainda segundo o jornal, Paul Manafort, então chefe da campanha de Trump, e o genro do presidente, Jared Kushner, também participaram do encontro. O diário citou ainda comunicado de Donald Trump Jr. admitindo que se reuniu com a advogada russa Natalia Veselnitskaya.
“Depois da troca de cortesias, a mulher afirmou que tinha informações de que indivíduos ligados à Rússia estavam financiando o Comitê Nacional do Partido Democrata e apoiando a sra. Clinton”, informou o “New York Times” citando Donald Trump Jr.. “Suas declarações foram vagas, ambíguas e não faziam sentido. Nenhum detalhe ou informações adicionais foram fornecidos ou oferecidos. Ficou rapidamente claro que ela não tinha informações significativas”, acrescentou.
Alegações de conexões entre a campanha de Trump e o governo russo lançaram uma sombra sobre os primeiros cinco meses de governo do presidente, desviando a atenção de seus colegas republicanos no Congresso de reformas nos sistemas de saúde e tributário dos EUA.
O governo russo negou conclusão das agências de inteligência americanas de que Moscou tentou interferir nas eleições em favor de Trump, usando meios como a invasão dos e-mails de líderes democratas. Trump nega qualquer envolvimento com os russos. Ainda neste domingo, o presidente americano afirmou que “não sabia e não participou” do encontro entre seu filho e advogada russa, disse Mark Corallo, porta-voz da equipe de advogados de Trump.

