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Exército de Israel diz ter matado representante do Hezbollah no Líbano

Por Folha de São Paulo

17/11/2025 10h28 — em
Mundo



SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O exército israelense afirmou nesta segunda-feira (17) que matou um membro do grupo Hezbollah no sul do Líbano, local que tem sido palco de ataques apesar do acordo de cessar-fogo.

Muhammad Ali Shuweikh teria sido morto na região de Mansouri. O anúncio foi feito no X pelos militares, que divulgaram ainda um vídeo aéreo do momento em que o carro do homem é abatido em uma estrada.

Shuweikh era representante local da organização. De acordo com Israel, ele era responsável pela comunicação entre o Hezbollah e os moradores de Mansouri a respeito de questões militares e econômicas.

Israel diz que as ações dele representaram uma violação do acordo de paz estabelecido entre o país e Líbano. Ainda segundo as forças israelenses, ele também teria tomado posse de propriedades privadas de cidadãos para "atividades terroristas".

Shuweikh era diretor de uma escola na vila. "Ele me ensinou muitas lições no ensino fundamental sobre matemática, amor e vida. Me ensinou a lição mais importante: em nome da pátria, a vida torna-se insignificante e a alma, desprezível", escreveu um comentarista político libanês nas redes sociais.

O Hezbollah ainda não se pronunciou sobre o caso. O Ministério da Saúde do Líbano, por sua vez, informou que um ataque atingiu um carro na cidade e resultou na morte de um cidadão -sem identificá-lo.

Israel e o Hezbollah concordaram com um cessar-fogo no ano passado. O pacto exigia que o grupo militante libanês não tivesse nenhuma arma no sul e que as forças israelenses se retirassem totalmente do Líbano.

Militares israelenses, no entanto, ocupam cinco postos no Líbano e frequentemente realizam ataques aéreos no país. Segundo eles, as empreitadas têm como alvo o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. O governo do Líbano, por outro lado, acusa Israel de violar o acordo com os contínuos ataques.

Nesta semana, militares israelenses abriram fogo contra forças de paz da ONU no sul do país. Segundo o próprio exército, eles teriam atirado contra dois suspeitos e só depois perceberam se tratar de soldados da agência devido às más condições climáticas.


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