Suleimani era o principal comandante militar do Irã e segundo homem na hierarquia do país, atrás do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele foi atingido por bombas lançadas de um drone norte-americano ao Aeroporto Internacional de Bagdá, na madrugada de sexta-feira (3).
No evento, realizado pela comunidade iraniana em São Paulo, Suleimani foi tratado como mártir. "Foi martirizada uma pessoa importante no mundo inteiro", disse o xeique Houssein Khaliloo, líder religioso do Centro Imam Mahdi, em São Paulo. "Ele lutou para apoiar os oprimidos contra o terrorismo", completou.
Vídeos sobre a vida do general foram veiculados nos intervalos dos discursos. Antes das falas, foi feita a leitura do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.
O ex-deputado federal Jamil Murad fez críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro e falou sobre a necessidade de mobilização da sociedade brasileira.
"Não é justo o Brasil ser um empregado submisso dos Estados Unidos nesta guerra", afirmou Murad. "O Estado brasileiro não pertence a um presidente da República ou a um grupo."
"Nós brasileiros vamos ter que mobilizar o Congresso Nacional, as entidades, as personalidades. Temos a possibilidade de mobilizar as amplas forças do país", completou Murad.
O xeique Rodrigo Jalloul encerrou o evento dizendo que o martírio de Suleimani serviu para a união de povos com o mesmo propósito. "O sangue derramado conseguiu nos unir e estamos todos agora falando sobre justiça."
O corpo de Suleimani foi velado em Bagdá e em diferentes municípios do Irã durante o fim de semana. Seus restos mortais devem chegar à capital Teerã na segunda (6). Ele será sepultado no dia seguinte, em sua cidade natal, Kerman, no leste do país.
