O Serviço Europeu de Polícia (Europol) investiga a possível criação de uma rede social pelo gurpo Estado Islâmico (EI) e outras organizações terroristas, para difundir sua propaganda e evitar repressões de segurança em suas comunicaçõs.
— Atualmente, investigamos a possibilidade de que o EI e outros grupos terroristas estão pondo em prática um rede social própria. Seguimos na tentativa de identificar o conjunto de detalhes importantes, entre eles quem criou (a rede social) e com qual objetivo — explicou, nesta quarta-feira, Jan Op Gen Oorth, responsável pela comunicação da Europol. Ele também disse que existem evidências de que existe um possível vínculo entre o Estado islâmico e outros grupos terroristas.
Na semana passada, a agência europeia realizou uma operação de 48 horas contra a propaganda de grupos extremistas e terroristas na internet, com a ajuda das polícias belga, grega, polonesa, portuguesa e americana. Como resultado dessa ação, a Europol encontrou cerca de 2.000 conteúdos considerados “nocivos e ilegais”, publicados em seis idiomas diferentes, e pediu que os provedores de serviços de internet rastreiem de onde foram disseminados esses materiais.
— Esse ataque coordenado contra a propaganda terrorista na internet se concentrou, principalmente, na produção em massa de material terrorista por órgãos midiáticos afiliados ao EI e à Al Qaeda, e nas contas utilizadas para radicalizar, recrutar e coordenar atividades terroristas — precisou a Europol.
Segundo informações da polícia europeia, os esforços realizados por numerosas plataformas em série para retirar o conteúdo inapropriado levaram os partidários dos grupos terroristas a usar, de forma simultânea, múltiplas redes para promover o terrorismo e incitar a violência. A Europol acrescentou que os terroristas também estão buscando novos provedores de serviço, para garantir que suas mensagens alcancem seus possíveis seguidores.

