O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) a suspensão dos ataques à infraestrutura energética do Irã por um período de cinco dias. Em sua declaração, Trump destacou que conversas “muito boas e produtivas” ocorreram entre o governo dos EUA e o Irã, visando uma solução abrangente para as hostilidades no Oriente Médio.
“Com base no conteúdo e no tom dessas discussões detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Defesa a adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas, dependendo do êxito das negociações em andamento”, comunicou o presidente em suas redes sociais.
Entretanto, uma fonte da agência estatal de notícias iraniana Press TV afirmou que não houve contato, direto ou indireto, entre o Irã e Trump. A fonte indicou que o presidente dos EUA teria recuado após ser alertado sobre possíveis retaliações do Irã, que poderiam incluir ataques a usinas de energia em toda a Ásia Ocidental.
No último sábado (21), Trump havia dado um ultimato ao Irã, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz em 48 horas, sob pena de os EUA atacarem “diversas usinas elétricas, começando pela maior”. É importante destacar que ataques à infraestrutura civil são proibidos pelo direito internacional, e as redes elétricas são classificadas como tal.
Em um comunicado divulgado no domingo (22), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã informou que, até o momento, os EUA e Israel atacaram cinco instalações de infraestrutura hídrica, incluindo uma usina de dessalinização na Ilha de Qeshm. O comunicado afirmava: “Vocês atacaram nossos hospitais. Nós não revidamos. Vocês atacaram nossos centros de assistência. Não revidamos. Atacaram nossas escolas. Não revidamos”.
A Guarda Revolucionária do Irã também alertou que, caso os EUA ataquem a cadeia de suprimentos de eletricidade, retaliarão da mesma forma. Segundo a IRGC, todas as empresas de energia na região com acionistas dos EUA seriam alvo de destruição, e “as centrais elétricas dos países que abrigam bases americanas serão considerados alvos legítimos para nós”. A Guarda enfatizou que está determinada a responder a todas as ameaças de maneira proporcional e que os Estados Unidos não conhecem suas capacidades, que serão demonstradas no campo de batalha.
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Extraído de Agência Brasil




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