WASHINGTON — Grupos de direitos civis e uniões trabalhistas promovem protestos pelo Dia do Trabalho em várias cidades dos EUA. As manifestações criticam as políticas migratórias do presidente americano, Donald Trump, e as suas promessas de aumentar as deportações. Ativistas dizem que esperam reunir multidões ainda maiores no fim do dia, possivelmente no maio protesto desde que o republicano tomou posse em janeiro.
Em Nova York, cerca de 500 pessoas marcharam na ilha de Manhattan. Doze pessoas foram detidas, segundo a porta-voz do Make the Road New York, grupo que atua em defesa dos imigrantes.
Tradicionalmente, o Dia do Trabalho não é tão agitado nos EUA quanto em outros países, em que é frequente que a data seja marcada por protestos.
Em Instambul, na Turquia, a polícia dispersou com bombas de gás lacrimogêneo cerca de 200 pessoas que se dirigiam à praça Taksim para participar de uma manifestação pelo 1º de maio proibida pelas autoridades, constatou um jornalista da AFP. Em Moscou, o centro também foi tomado por trabalhadores na tradicional marcha no dia 1º de maio.
Haverá marchas pró e contra o presidente Nicolás Maduro, num momento de elevada tensão política. No mês de abril, violentos protestos levaram a 29 mortes em várias cidades.
A Turquia comemora o Dia do Trabalho em um clima de tensão, duas semanas depois do triunfo do “sim” no referendo constitucional organizado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan para fortalecer seu poder.
Os manifestantes dispersados, que formavam parte de vários grupos de esquerda, exibiam cartazes com lemas contra o governo, como “Longa vida ao 1º de maio, não ao ditador!”.
As autoridades turcas proibiram as concentrações na praça Taksim, local emblemático dos movimentos de protesto na Turquia. A polícia fechou os acessos à praça nesta segunda-feira.
Por sua vez, milhares de pessoas tomaram as ruas em Bakirkoy, perto do aeroporto Atatürk, na costa europeia de Istambul, na manifestação oficial de 1º de maio.

