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EUA ameaçam usar força militar contra Coreia do Norte se sanções falharem

NOVA YORK E WASHINGTON - A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, disse nesta quarta-feira que as ações tomadas pela Coreia do Norte estão “fechando rapidamente a possibilidade de uma solução diplomática” e que os EUA estão preparados para se defender e para defender seus aliados, caso seja necessário. A declaração foi uma resposta ao lançamento de um míssil intercontinental norte-coreano na última terça-feira. A China, por sua vez, afirmou que a força militar “não é uma opção”.

— Uma das nossas capacidades reside nas nossas consideráveis forças militares. Vamos usá-las se preciso, mas preferimos não ter de ir nesta direção — disse Haley durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada para discutir o teste balístico de Pyongyang.

Haley informou que os EUA vão propor novas sanções da ONU contra a Coreia do Norte “nos próximos dias”. Ela também alertou que Washington está preparado para interromper o comércio com países que comercializam com a Coreia do Norte em violação às sanções impostas pela ONU.

O uso de força militar, embora sugerido pela embaixadora, não parece ser uma alternativa no momento. Especialistas chamam a atenção para os riscos que traria um conflito com o país.

Enquanto isso, o Pentágono tentou tranquilizar os americanos, garantindo que as defesas do país são capazes de protegê-lo de qualquer ameaça de um míssil balístico intercontinental, que Pyongyang diz poder carregar uma grande ogiva nuclear. O porta-voz do Pentágono, o capitão da Marinha Jeff Davis, ressaltou um teste bem-sucedido do mês passado, no qual um interceptador de mísseis localizado nos EUA abateu um ICBM norte-coreano simulado.

— Por isso temos confiança em nossa capacidade de nos defendermos contra a ameaça limitada, a ameaça nascente que está lá — disse aos repórteres.

Ele admitiu, porém, que testes de defesa de mísseis anteriores tiveram “resultados mistos”.

Na terça-feira a Coreia do Norte deu um grande passo em seu programa de mísseis e fez um lançamento de um ICBM que alguns especialistas acreditam poder alcançar o Alasca e o Noroeste Pacífico dos EUA. O teste foi o primeiro do tipo realizado pelos norte-coreanos.

Segundo o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, o teste completou o arsenal de armas estratégicas do país, que inclui bombas atômicas e de hidrogênio e ICBMs, relatou a agência de notícias estatal KCNA. Kim afirmou que Pyongyang não irá negociar com os EUA para abrir mão das armas até que Washington abandone sua política hostil com seu país, de acordo com a KCNA.

O teste foi um desafio direto ao presidente dos EUA, Donald Trump, que vem exortando a China, principal parceira comercial e única grande aliada dos norte-coreanos, a pressionar Pyongyang para que desista de seu programa nuclear.

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