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Entenda a crise no Zimbábue

Na semana passada, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, destituiu seu vice-presidente, Emmerson Mnangagwa, acusando-o de planejar sua derrubada. Mais de cem funcionários do alto escalão do governo foram punidos por darem suporte a Mnangagwa.

Com a saída de Mnangagwa, a primeira-dama Grace Mugabe era o nome mais cotado para assumir a Presidência do Zimbábue, em uma transição de poder com Mugabe.

Por isso, especialistas acreditam que a tomada do poder pelos militares tenha sido articulada por Mnangagwa, na tentativa de afastar Grace, impopular devido ao seu estilo de vida de alto padrão.

Mugabe e Mnangagwa são do mesmo partido, o Zanu-PF (União Nacional Africana do Zimbabwe), que está rachado. No Twitter, a legenda também negou que tenha sido um golpe. “Não houve nenhum golpe de Estado, apenas uma transição de poder sem derramamento de sangue”, escreveu.

De acordo com o partido, algumas “pessoas corruptas e desonestas” foram presas, e o presidente Mugabe, “um homem ancião do qual a esposa se aproveitava”, “foi colocado em custódia”.

Além disso, os militares estão optando por não chamar a manobra de “golpe de Estado”, já que seriam condenados e não teriam o reconhecimento da comunidade internacional.

Mugabe nasceu em 1924 e trabalhou como professor. Viveu em Gana, onde conheceu sua primeira esposa, Sally Hayfron.

Venceu as eleições após a independência do Zimbábue do Reino Unido. Ele se casou com Grace Marufu em 1996. A primeira-dama tem 52 anos de idade e nasceu na África do Sul.

Em 2009, um fotógrafo britânico a acusou de violência quando tentava fazer imagens dela em Hong Kong. Em 2014, ela começou a ser cotada como possível sucessora de Mugabe, tornando-se líder de um grupo feminino.

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