Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 14 Jul (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) cediam nesta manhã de terça-feira, acompanhando o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior após os EUA registrarem deflação maior que o esperado pelo mercado em junho.
Às 10h22, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,96%, em queda de 5 pontos-base ante o ajuste de 14,011% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,305%, com baixa de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,381%.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos recuou 0,4% em junho, mais que a projeção de queda de 0,1% dos economistas consultados em pesquisa da Reuters.
A surpresa deflacionária foi bem recebida pelos investidores, que reduziram as apostas de que o Federal Reserve subirá sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, no fim deste mês.
Às 10h22, o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha queda de 7 pontos-base, a 4,198%.
As taxas dos DIs também cederam após os números do CPI, em paralelo ao recuo firme do dólar ante o real, para abaixo dos R$5,10.
No Brasil, investidores também se preparam para o leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos indexados à taxa básica Selic, e de Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-Bs), papéis vinculados à inflação.
Em semanas anteriores, o Tesouro optou por limitar a venda de NTN-Bs ao mercado, como forma de reduzir a pressão altista na curva a termo brasileira.



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