As cartas citam declarações de Erdogan sobre a "ocupação" grega das ilhas do Mar Egeu que fizeram parte da Grécia por décadas, e a menção ao povo grego como "vil". "A liderança turca aparentemente optou por apresentar a agressão futura como algo já preparado e, mais importante, como uma ação justificada", disse Dendias nos documentos. "Ao não fazê-lo (condenar as declarações) a tempo ou subestimar a gravidade do assunto, corremos o risco de testemunhar novamente uma situação semelhante à que atualmente se desenrola em alguma outra parte do nosso continente", escreveu Dendias, em alusão à guerra na Ucrânia.
Na terça-feira, 6, Erdogan disse que a Turquia poderia "chegar de repente uma noite", sugerindo que um ataque ao território grego não está descartado. A Turquia alega que a Grécia tem violado acordos internacionais mantendo presença militar em ilhas próximas à costa turca no Mar Egeu e que a força aérea grega bloqueou caças turcos em exercícios da Otan no Mediterrâneo. Já a Grécia diz que precisa defender suas ilhas orientais, incluindo pontos turísticos como Rodes e Kos, que estão muito mais perto da Turquia do que da Grécia continental.


